Após o último eleitor votar, a urna eletrônica realiza a apuração dos votos registrados na seção e imprime o Boletim de Urna (BU), documento que apresenta a quantidade de votos recebidos por cada candidatura e legenda, além do número de eleitores que compareceram. Cinco vias do boletim são emitidas, sendo uma delas afixada no local de votação para consulta pública.
Na sequência, os dados da votação são armazenados na chamada mídia de resultado, dispositivo responsável por guardar o boletim em formato digital. O arquivo contém apenas os resultados da seção, sem qualquer vínculo entre o eleitor e o voto, preservando o sigilo da escolha feita nas urnas.
Os dados são então encaminhados aos sistemas da Justiça Eleitoral por meio de uma rede específica de transmissão. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, as urnas eletrônicas não possuem conexão com a internet, e o envio das informações ocorre por canais destinados exclusivamente a essa finalidade.
Antes que os votos sejam incorporados ao resultado oficial, os sistemas realizam verificações de autenticidade e integridade dos arquivos recebidos. Entre os procedimentos está a conferência da assinatura digital, que confirma a origem dos dados e sua correspondência com a urna cadastrada para aquela seção eleitoral.
Somente após essas etapas os resultados passam a integrar a totalização nacional. Em seguida, o Tribunal Superior Eleitoral divulga tanto os resultados consolidados quanto os dados de cada seção eleitoral, permitindo a conferência das informações que compõem o resultado final da eleição.
Em resumo, o percurso do voto após as 17h envolve apuração na urna, emissão do Boletim de Urna, gravação dos dados, transmissão, verificação de autenticidade e, por fim, a totalização dos resultados.
TSE
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